quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O litígio dos lucros

O debate acerca das novas tecnologias que modificaram os padrão musical no âmbito internacional, são inúeros que,ora chega a um mesmo ponto, ora divergem-se. Se por um lado os artistas do som ganham maior liberdade, o mercado formal da música chora suas perdas monetárias significativas.

A pirataria é uma realidade amargante para as gravadoras que tentam usar diversas formas para sobreviver a esta selva. Os truques são diversos: fazer seu cast para manter certos artistas no auge de fama e garantir as vendas de seus discos; fazer aquelas chatíssimas regravações para arrancar até a alma de certos artistas, que só gravam aquelas músicas que o público sabe de côr. Isto- e muito mais- são algumas das saídas que a indústria fonográfica encontrou para sair do vermelho, que, por sinal, faz tempo que o sinal verde não abre.

A pirataria deve ser observada e analisada por diversos pontos de vista. Deve haver um empenho e um debate de profundeza maior, para que não fiquem apenas as gravadoras jogando para cima do Estado e este, em cima das gravadoras, pois ambos fazem da arte um instrumento de lucros e mais lucros e hoje vivem suas dores de cabeça. (E porque não no bolso?)

A pirataria de discos, pelos menos as que os discos que são vendidos na forma física, pode ter diversos aspectos em seu contexto, tais como sociais e econômicos. Não adianta aumentar o preço para recompensar as baixas das vendas, pois só faz piorar. Talvez se as gravadoras e o Estado tivessem um empenho sério sobre tal assunto, os impactos da pirataria pudessem ser menores, pelo menos. Se o Estado zerasse toda a carga tributária do disco, como deveria fazer com o livro, e as gravadoras diminuissem suas ambições pelos lucros, que chegam a ser exorbitante, poderíamos ter discos muitíssimo baratos e, quem sabe, até os próprios ambulantes venderem, de forma legal, os discos que pederia se tornar acessível a qualquer pessoa que passa numa passarela, em vez de ficar restrita aos que podem ir ao shopping.

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