sábado, 10 de julho de 2010

Bahia tem mais de 4 mil vagas para estágio

Da Redação/Foto Haroldo Abrantes-Agência A Tarde

 Estudantes interessados em começar o segundo semestre com o pé direito já podem preparar o currículo. Mais de 4 mil vagas de estágio serão abertas na Bahia até o final de agosto. Muitas empresas aproveitam esta época do ano para selecionar trainees. Vagas deste tipo são voltadas para recém-formados ou estudantes que estão na reta final da graduação. Treze instituições que estão com inscrições abertas pretendem preencher quase 250 vagas.

“Todo início de semestre é um bom período para encontrar estágios, pois há um volume ainda maior de vagas, por conta das empresas estarem encerrando muitos ciclos de contratos. Há um aumento de 20% a 30% na quantidade de ofertas de vagas”, estima a gerente de estágio supervisionado do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Edineide Lima, que pretende alocar até o fim deste ano 30 mil estudantes em oportunidades de estágio no Estado da Bahia.

No caso dos trainees, a disponibilidade do candidato para residir em outro Estado ou cidade é uma condição que amplia o leque de oportunidades. A remuneração inicial oferecida por empresas que investem na descoberta de novos talentos varia de R$ 3,5 mil a R$ 4,5 mil. Segundo o presidente da Dreves & Associados, cerca de 80% das vagas de trainee ficam reservadas para o segundo semestre. “É uma oferta sazonal, existem programas no primeiro semestre, mas são poucos”, garante Ricardo Dreves.

Experiência - Ao contrário dos trainees, as vagas de estágio não podem exigir comprovação de experiência. No entanto, a estudante do sétimo semestre de ciências contábeis Naiara da Silva Souza, 23, acredita que uma temporada passada no setor financeiro de outra empresa serviu como diferencial na disputa por uma oportunidade oferecida por um hotel em Salvador.

“A oferta de vagas para o curso é boa. Como eu já tinha experiência foi mais fácil. Isso foi muito importante”, afirma a estudante, que começou o novo estágio no início deste mês.

Quem ainda não teve oportunidade de estagiar não precisa se preocupar na hora de ir em busca de uma chance de estágio. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Estágios (Abres), Seme Arone Junior, outros aspectos também são considerados.

Ele observa que o aluno que pratica esportes em grupo demonstra que sabe se relacionar com os colegas, assim como quem faz trabalhos voluntários explicita comprometimento com a comunidade. “As empresas se preocupam mais com as atividades curriculares do que com experiência anterior”, garante.

Seleções para trainee

Oi Cerca de 70 vagas (clique aqui para acessar)
Grupo Abril 15 vagas (clique aqui para acessar)
P&G 25 vagas (clique aqui para acessar )
CPM Braxis 50 vagas (clique aqui para acessar)
AES 24 vagas (clique aqui para acessar )

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Entrevistas com Toinho Senna.

Antonio Carlos Souza Senna já completou 58 voltas ao redor do nosso primeiro astro, nascendo e renascendo, segundo o próprio, duas vezes. Baiano em sua essência natural e cultural, é filho do universo e cidadão dos cosmos, achando na literatura e principalmente na música seu meio de expressão, que é caracterizado por sua genialidade e originalidade. Fundador da banda "Beatles in Senna", Toinho abdicou ao longo da sua vida a materialidade do mundo comteporâneo com intuito de enfatizar e focalizar sua libertação interior. Ainda jovem tomou a decisão de abondonar seu promissor emprego como engenheiro civil para viver seu verdadeiro EU através do universo musical.



Nessa série de entrevistas com Toinho Senna é abordada a opinião de quem viveu com intimidade a evolução da música ao longo das quatro ultímas décadas. Aspectos como natureza, tecnologia e democratizaçao da música fazem parte dessa conversa descontraída e inteligente que tomou parte em uma mesa de bar. Para quem não conhece esse gênio, mestre, guru e amigo tem a oportunidade de viajar um pouco em suas idéias revigorantes.



Como diria Toinho: Ego elevado á zero = DEUS



Pedimos desculpas antecipadas pelos ruídos no audio e pela imagem escura.










quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O litígio dos lucros

O debate acerca das novas tecnologias que modificaram os padrão musical no âmbito internacional, são inúeros que,ora chega a um mesmo ponto, ora divergem-se. Se por um lado os artistas do som ganham maior liberdade, o mercado formal da música chora suas perdas monetárias significativas.

A pirataria é uma realidade amargante para as gravadoras que tentam usar diversas formas para sobreviver a esta selva. Os truques são diversos: fazer seu cast para manter certos artistas no auge de fama e garantir as vendas de seus discos; fazer aquelas chatíssimas regravações para arrancar até a alma de certos artistas, que só gravam aquelas músicas que o público sabe de côr. Isto- e muito mais- são algumas das saídas que a indústria fonográfica encontrou para sair do vermelho, que, por sinal, faz tempo que o sinal verde não abre.

A pirataria deve ser observada e analisada por diversos pontos de vista. Deve haver um empenho e um debate de profundeza maior, para que não fiquem apenas as gravadoras jogando para cima do Estado e este, em cima das gravadoras, pois ambos fazem da arte um instrumento de lucros e mais lucros e hoje vivem suas dores de cabeça. (E porque não no bolso?)

A pirataria de discos, pelos menos as que os discos que são vendidos na forma física, pode ter diversos aspectos em seu contexto, tais como sociais e econômicos. Não adianta aumentar o preço para recompensar as baixas das vendas, pois só faz piorar. Talvez se as gravadoras e o Estado tivessem um empenho sério sobre tal assunto, os impactos da pirataria pudessem ser menores, pelo menos. Se o Estado zerasse toda a carga tributária do disco, como deveria fazer com o livro, e as gravadoras diminuissem suas ambições pelos lucros, que chegam a ser exorbitante, poderíamos ter discos muitíssimo baratos e, quem sabe, até os próprios ambulantes venderem, de forma legal, os discos que pederia se tornar acessível a qualquer pessoa que passa numa passarela, em vez de ficar restrita aos que podem ir ao shopping.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Independência é o refúgio de artistas

É notório que os avanços tecnológicos, principalmente os aparelhos de áudio e mixagem, deixaram de ser exclusividade de grandes gravadores e pode ser adquirido de forma mais fácil. Antes, um cantor ou uma banda ficava sob a égide das conveniências mercadológicas das indústrias fonográficas multinacionais e os contratados viam nos produtores musicais praticamente como pastores de ovelhas. Hoje qualquer artista pode equipar em casa um estúdio de boa qualidade produzindo seus discos “caseiramente”, só precisando( as vezes) das grandes gravadoras para fazer a distribuição. Isto traz ótimas conseqüências que são a autonomia artística e a autenticidade de produção.

Lobão foi o primeiro a declarar guerra as gravadoras e militou junto com outros artistas contra as políticas destas que passam de mecenas a mercenárias. Ele foi um dos primeiros a lançar um selo e uma gravadora independente distribuindo seus discos em bancas de jornal. O método lobaniano obteve êxito e foi espelho para outros muitos.

Grandes nomes da música brasileira, como Chico Buarque e Maria Bethania, hoje produzem em gravadora independente, a Biscoite Fino, que tem em seu cast outros artistas que resolveram sair de grandes gravadoras para buscar independência e autonomia. A gravadora Trama, presidida por João Bôscoli, tem a mesma política de independência. A valorização da música brasileira é perceptível quando artistas ou empresários brasileiros têm a iniciativa divulgar artistas que não se sobressaem devido necessidade e emergência de mercado. A Trama se caracterizou por revelar o que os críticos chamam de Moderna MPB. Max de Castro, Wilson Simoninha, Paula Lima e Pedro Mariano são exemplos desta corrente.

Se antes os artistas ficavam discutindo horas em reuniões com produtores e executivos fonográficos para saber o que seria gravado ou não, hoje os artistas nem saem de casa. A internet também é importante meio para distribuição e a as rádios e os famosos jabás estão deixando de ser praticado com antes.

Quem só tem a ganhar é o próprio artista, que produz aquilo que quer e que sabe e o público por consumi música autêntica e de forma mais trabalhada e sofisticada. As gravaras no desespero assustador, agora, apelam para “artistas” emergentes e chulos a fim de recuperar seu espaço perdido. Perderam?